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"Simplesmente uma incógnita ou alguém diferente dos outros seres da sociedade. Sou 'Um Alguém' que conhece muitas pessoas, mas que tenho poucas amizades. Pra mim, confiança é algo difícil de conquistar. Sou 'Um Alguém' muito simpático, mas quando magoado sou pior que o demônio. Se é que o demônio existe. Esse blog serve para desabafar, para descarregar sentimentos ou ações que fiz, faço ou penso em fazer. Esse blog é o meu espírito. "

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Caminhando Para o Nada

     Estou andando sem direção. O vento frio no meu rosto congela minha alma. Minha mente viaja pelo meu passado. Minha dor se manifesta em minhas veias, mas não paro de andar. Caminhando em passos contínuos em direção ao nada. Minha pele começa a empalidecer, e meu sangue começa a ficar grosso. Meu coração tenta manter a freqüência cardíaca. Respiro com dificuldade. A frente do abismo, um passo e tudo acaba. Pena que eu ainda penso nos sentimentos das pessoas. Queria muito pular, mas não consigo. Sou impotente para resolver a minha vida dessa maneira.

domingo, 19 de setembro de 2010

O reflexo do medo

     Parado à frente do espelho. Meu reflexo me causa repulso, nojo de mim mesmo. Penso nas coisas que mais me causam pavor. Meus monstros não me deixam em paz. Para todo lado que eu olho não vejo uma solução para minha alma. Meu coração pulsa por pulsar. Me sinto morto.

     Quando paro na frente desse espelho, tenho vontade de quebrá-lo. Tenho medo do meu reflexo, medo de mim mesmo. Quero não sentir tanta culpa por atos que cometi e cometo.

     O reflexo do medo. O meu reflexo. Minha alma negra de atos não pensados e executados. Que mal tem tentar ser feliz. Por que eu não consigo tentar ser feliz. Será que eu não sou tão humano quanto pareço? Essa é um pergunta sem resposta. Sou um ser humano, mas acho que o meu egoísmo me difere de qualquer atitude de um. Pra que insistir em algo que não sou. Pra que sentir o que todos sentem. Pra que ser mais uma formiga na imensidão de um formigueiro com 6,8 bilhões de indivíduos. Não vou insistir em algo que não tenha mais jeito. Já estou condenado à forca de qualquer maneira.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Por Quê Odeio o Natal

     Fecho os olhos e penso nas coisas que já fiz. E me pergunto: por que eu não sinto remoço? Será que sou tão frio assim? Ou será mais uma máscara de “durão”?

     Por que não podemos voltar o tempo? Por que a tecnologia ainda não está avançada a esse ponto... Por que eu quero voltar ao passado?

     Acho que a minha vontade era poder tentar mudar o que já passou. Poder volta àquela época maldita.

     Malditas festas de fim de ano...

     Naquela manhã, quando todos saíram para comprar as guloseimas de natal e ano novo, e me deixaram a sós com a maldição. O impuro, o sexo, a escolha, o prazer, a tentação. No momento que quis fugir, não tive como. Já havia sido consumado. Sepultei a minha inocência a sete palmos debaixo da terra. Durante anos tentei lutar contra o desejo de ser possuído. Mas como posso fugir de um pacto em que eu mesmo tive a escolha de fugir.

     Após cinco anos ele conseguiu me tirar à última coisa pura que ainda existia em mim. Minha virgindade. Tudo contra o meu gosto. Tudo foi longe demais. Só me dei conta que estava em uma estrada sem retorno, quando olhei atrás, e vi um passado negro que havia se formado. Não havia mais volta, eu já estava deitado ao seu lado.

     Hoje estou tentando esquecer esse demônio que entrou em minha vida. Mas nada que eu faço me faz esquecê-lo. Nem o arrependimento, nem o ódio, nem o nojo. Estou tentando me recuperar. Até agora estou trilhando outro caminho que fiz questão de construí-lo. Permaneço seguindo em frente. Mas esta estrada tem retorno e nunca é tarde para uma recaída. Afinal, como ele sempre me disse: “você sempre volta!”.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Valor da Lágrima e do Corte

     Uma lágrima escorre em meu rosto. Ela é o reflexo de meu sofrimento. Outra lágrima escorre em meu rosto. Essa vem do fundo da minha alma. A cada lágrima que corre em minha face é o reflexo de algum estado de espírito meu, ou de algo que aconteceu ou acontece em minha vida. Então pego uma gilete e começo a me punir. Vejo o meu sangue escorrer... Dor? Não. Nunca a espaço para a dor... Talvez no início... Mas o prazer toma conta do corpo, que começa a liberar serotonina e endorfina. Seu corpo entra em êxtase e por certo tempo você esquece o mundo, esquece de pensar, esquece de sofrer...